segunda-feira, 16 de junho de 2014

Número de inscritos no Enem chega a 8,7 milhões e supera expectativas

O número de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 cresceu 21,6% em relação ao ano passado e atingiu a marca de 8.721.946 inscritos. O balanço final das inscrições no Enem foi divulgado nesta segunda-feira (16) pelo ministro da Educação, Henrique Paim, e pelo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), José Francisco Soares.


De acordo com os dados do Inep, do total de inscrições, 58,11% são mulheresDe acordo com os dados do Inep, do total de inscrições, 58,11% são mulheres
Segundo Paim, o número de inscritos é superior às expectativas do governo, que era entre 8 e 8,2 milhões de inscrições. “Esse crescimento demonstra exatamente o que viemos falando, que há um despertar da sociedade para a questão educacional em função dos programas federais, que têm crescido”, disse o ministro.

“Triplicamos o número de vagas nas universidades federais, ampliamos a Lei de Cotas, o Prouni [Programa Universidade para Todos] vem mantendo um expressivo número de vagas, o Fies [Programa de Financiamento Estudantil] teve um crescimento muito grande a partir das modificações recentes, são mais de um milhões e seiscentos contratos assinados”, acrescentou Paim.

O presidente do Inpe frisou que houve crescimento “expressivo” no número de inscritos nos últimos dois anos. “[O número de inscritos] mostra um crescimento, especialmente acentuado, em termos proporcionais, nos últimos dois anos. A curva vinha crescendo e, em 2013, passou a subir de uma forma acentuada”, disse Soares.

De acordo com os dados do Inep, do total de inscrições, 58,11% são mulheres e 41,88% homens. Os pagantes somam 26,48% e os isentos são 16,33%, que estudam na rede pública, e 57,17%, isentos com carência comprovada.

A região Sudeste foi a que mais teve candidatos inscritos (35,27%), seguida da Região Nordeste (32,99%), Sul (11,97%), Norte (10,89%) e Centro-Oeste (8,85%). São Paulo, com 1.324.486 inscritos e Minas Gerais, com 979.259, foram os estados com maior número de inscrições no exame.

Do total de inscritos, 57,91% se declararam negros, 37,7% brancos, 2,15% amarelos, 0,62% índios e 1,59% optaram por não declarar.

Fonte: Agência Brasi

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O conseqüente discurso de Dilma na Assembleia Geral da ONU


O tom do discurso da presidenta Dilma Rousseff na abertura da 67ª Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, na terça-feira última, teve como centro uma contundente crítica da política de expansão monetária impetrada pelos países ricos, notadamente os Estados Unidos. A base para esta crítica está tanto na possibilidade de mais um “tsunami monetário” à vista, quanto numa crise que, nas próprias palavras da presidenta, “ganhou novos e inquietantes contornos”. 


Por Renato Rabelo


A crítica tem essência na realidade. Os formalismos diplomáticos não impediram a presidenta do Brasil de colocar o dedo na ferida dos grandes dramas que afligem o mundo hoje, notadamente na dicotomia entre de um lado uma política de completo afrouxamento monetário praticado pelos ricos e a tentativa e imposição de duras condições de ajuste fiscal a países como a Grécia.

A falta de um centro político capaz de definir um rumo claro de superação da crise também foi abordada, conforme a própria presidenta: “A opção por políticas fiscais ortodoxas vem agravando a recessão em economias desenvolvidas. (...) As principais lideranças do mundo desenvolvido ainda não encontraram caminho que articule ajustes fiscais apropriados e estímulos ao investimento e à demanda indispensáveis para interromper a recessão e garantir o crescimento econômico". Interessante notar que o próprio PCdoB tem chamado a atenção tanto para o fato do agravamento da crise quanto para este problema de coordenação política, notadamente na Zona do Euro.

A proposta de um amplo “pacto pela retomada do crescimento global” não é qualquer coisa e cabe destaque. É mais que simbólico, é algo urgente num mundo onde a crise simplesmente arremete aos países para um jogo de “salve-se quem puder” com consequências dramáticas, entre elas a guerra e a própria barbárie -- ambas cada vez mais presentes -- não somente nas relações internacionais, mas também em nosso dia-a-dia.

A opção por uma política afirmativa de cunho progressista em nossas relações exteriores não pode passar desapercebida. Dilma foi consequente tanto em defender o direito dos palestinos a um Estado Soberano, quanto por uma solução pacífica para a questão síria. Nunca é desnecessário afirmar, que independente do que se veicula nos grandes meios de comunicação, para o PCdoB, a Síria é um país que sofre ocupação de mercenários e está sob ameaça de intervenção estrangeira, ocupação esta com desígnios claros de imposição imperialista.

A opinião do PCdoB é de júbilo com relação ao pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff na Assembleia Geral da ONU. Opino de forma favorável à presidente pelo simples fato de termos clareza tanto da correlação de forças interna, quanto externa. Expressar as opiniões que nossa presidenta defendeu num mundo de forte instabilidade e incerteza como o nosso não é qualquer coisa. Daqui por diante cabe ao Brasil se impor diante de si mesmo com mais ousadia e capacidade de dar conta de seu próprio destino. A crítica que Dilma fez aos países ricos não é um fim em si mesmo. Ao contrário, deve ser objeto de ações eficazes por parte de nosso governo, principalmente em matéria de política monetária e proteção do mercado e da indústria brasileira, notadamente utilizando mecanismos de controle cambial. Daí o problema deixa de ser unicamente de natureza econômica, passando a ser algo que só se resolve no campo da política.

Renato Rabelo é presidente nacional do PCdoB


Congresso celebra movimento de luta contra o câncer de mama


Na próxima segunda-feira, 1º /10, o Congresso Nacional realiza sessão solene em homenagem ao “Outubro Rosa”. O movimento existe no mundo inteiro e seu nome remete à cor do laço rosa que simboliza a luta contra o câncer de mama. Com extensa programação e a iluminação de prédios e monumentos públicos em tons de rosa, a campanha tem o objetivo de estimular a participação da população, empresas e entidades na prevenção e combate à doença.


O movimento começou nos Estados Unidos, no final da década de 1990. Em 2008, o Brasil registrou suas primeiras adesões. Atualmente, a maior parte das capitais participa do movimento, que já coloriu de rosa o Cristo Redentor e o Santuário Nossa Senhora da Penha, no Rio de Janeiro, os arcos do viaduto do Chá, em São Paulo, e o Congresso Nacional, em Brasília.

A iniciativa da sessão solene é da senadora Ana Amélia (PP-RS) e da deputada federal Janete Pietá (PT-SP), autoras do requerimento com a solicitação. A sessão está marcada para as 18h, no Plenário do Senado.

Agência Senado

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Fundado em 1922, o PCdoB é o partido mais antigo do país. Viveu 60 anos na clandestinidade. Em 1962, rechaçou o oportunismo de direita, reorganizou-se, adotando a sigla PCdoB, e realçou sua marca revolucionária. Muito perseguido pelo regime militar, dirigiu a Guerrilha do Araguaia em 72-75. Ao fim da ditadura, alcançou a legalidade. Vive hoje uma das suas fases mais ricas.
O PCdoB guia-se pela teoria científica de Marx, Engels e Lênin, e desenvolvida por outros revolucionários.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Dilma: Reforma do CS não é capricho do Brasil, a ONU envelheceu


Em discurso pronunciado durante a comemoração do Dia do Diplomata, em Brasília, a presidente Dilma Rousseff voltou a defender a reforma do Conselho de Segurança da ONU, afirmando que não se trata de “um capricho do Brasil”, mas de uma necessidade objetiva decorrente das mudanças na geopolítica mundial. “A ONU envelheceu”, constatou.



A presidente reafirmou as prioridades da política externa enfatizando a defesa da integração política e econômica dos países latino-americanos e o fortalecimento do Mercosul. Em sua opinião, a orientação prevalecente nas relações internacionais está estreitamente associada à política interna, compondo um mesmo projeto nacional de desenvolvimento.



Dimensões de uma mesma política



- A política externa de um país – argumentou - é mais do que sua projeção na cena internacional. Ela é também um componente essencial de um projeto nacional de desenvolvimento, sobretudo em um mundo cada vez mais interdependente. As dimensões interna e externa da política de um país são, pois, inseparáveis.



A prioridade da política externa ficou evidente na escolha da Argentina como o primeiro país a ser visitado pela nova presidente. “A integração [latino-]americana revelou-se importante instrumento para a aproximação de toda a região, o que se expressou na criação da Comunidade dos Povos da América Latina e do Caribe, a Celac”, ressaltou Dilma.



- Os países do nosso continente tornaram-se valiosos parceiros políticos e econômicos do Brasil, e nós sabemos que os destinos da América do Sul, os destinos de cada um dos países e os nossos estão indelevelmente ligados.

Nossa região – América do Sul – tem [teve] um crescimento médio de 7,2% em 2010 e transformou-se em um polo dinâmico do crescimento mundial.



Defesa do Mercosul



Ela fez uma defesa do Mercosul, bloco econômico que tem sido duramente criticado pela direita neoliberal e por viúvas da Alca. O candidato tucano que concorreu às eleições presidenciais do ano passado contra Dilma, José Serra, chegou a sugerir o fim do Mercosul, realçando as contradições no interior do bloco e insinuando que mais atrapalha do que ajuda. A presidente enaltece os resultados do mercado comum.



- Hoje, quando comemoramos 20 anos do Tratado de Assunção, que criou o Mercosul, temos muito a celebrar. Nesse período, o comércio intrabloco saltou de US$ 4,3 bilhões para US$ 44 bilhões. Expandimos o Mercosul horizontalmente, transformando um projeto, inicialmente comercial-tarifário, em uma integração mais profunda entre o Brasil e seus vizinhos do Cone Sul.



Reconhecimento



Na opinião da presidente, a projeção que o Brasil ganhou no mundo ao longo dos últimos anos reflete “a percepção que a comunidade internacional passou a ter das transformações pelas quais nosso país vem passando. Depois de décadas de estagnação, o Brasil retomou o crescimento - um crescimento distinto daquele do passado – agora, a partir do governo do presidente Lula, acompanhado de intensa distribuição de renda e de forte inclusão social.”



- Descobrimos, nós, brasileiros, que as políticas sociais não podiam estar separadas da política econômica, como se fossem mero complemento ou elemento de compensação da política econômica. Nosso desenvolvimento começou a recuperar a infraestrutura física, social e energética do país. Construímos o equilíbrio macroeconômico e fomos capazes de reduzir nossa vulnerabilidade externa. Deixamos de ser devedores e passamos à condição de credores internacionais. Essa grande transformação ocorreu com o fortalecimento da democracia, com o respeito aos direitos humanos e com a política de preservação do meio ambiente.



Ao mesmo tempo, frisou que ainda restam “inúmeros e grandes desafios pela frente. O mais importante deles é o de superar a pobreza extrema. Nós dizemos: ´País rico é país sem pobreza´. E isso implica, necessariamente, uma definição de estratégia e de caminhos. E mais, sabemos também que para sermos uma grande nação, próspera e democrática, precisamos realizar um grande esforço para assegurar educação de qualidade para todos os jovens e as jovens brasileiros, mobilizando todas as nossas capacidades para desenvolver a pesquisa científica e tecnológica e entrarmos no caminho da inovação em todas as áreas da nossa atividade. Esses são, sem dúvida, os integrantes do nosso passaporte para a economia do conhecimento, permitindo que enfrentemos a dura competitividade econômica internacional. São, sobretudo, instrumentos para a construção de uma verdadeira cidadania.



Instituições obsoletas



As instituições internacionais de outrora se tornaram obsoletas, segundo a presidente. “A governança econômica global herdada no século passado sucumbiu à crise financeira de 2008, juntamente com o dogma da infalibilidade dos mercados financeiros. O G-7 foi deslocado pelo G-20 na discussão das saídas para a crise e na condução das reformas que aumentaram o poder de voto dos países emergentes no Fundo Monetário Internacional e no Banco Mundial. Mas há muito o que fazer. Há que reformar essa governança e dar a ela a representação que os países emergentes têm hoje no cenário internacional.”



- No momento em que debatemos como serão a economia, o clima e a política internacional no século XXI, fica patente também que, do ponto de vista da segurança, a ONU também envelheceu. Os eventos mais recentes nos Países Árabes e no norte da África mostram uma saudável onda de democracia, que desde o seu início apoiamos. Refletem também a complexidade dos desafios dos tempos em que vivemos. Lidamos com fenômenos que não mais aceitam políticas imperiais, certezas categóricas e as respostas guerreiras de sempre.



- Reformar o Conselho de Segurança das Nações Unidas não é, portanto, um capricho do Brasil. Reflete a necessidade de ajustar esse importante instrumento da governança mundial à correlação de forças do século XXI. Significa atribuir aos temas da paz e da segurança efetiva importância. Mais do que isso, exige que as grandes decisões a respeito sejam tomadas por organismos representativos e, por essa razão, mais legítimos.



Comércio Sul-Sul



Dilma também valorizou a estratégia adotada já no governo Lula de diversificar as relações econômicas e políticas do país, de forma a reduzir a dependência frente ao chamado Ocidente (EUA, Europa e Japão). Tal orientação resultou no estreitamento das relações diplomáticas com a África, o Oriente Médio e a Ásia, onde se destaca a China (que se tornou a maior parceira comercial do Brasil em 2009), além da união dos países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).



- A compreensão da universalidade de nossos interesses nos leva a estreitar as relações diplomáticas e abrir novos canais de diálogo político e de cooperação econômica com o continente africano e com o Oriente Médio. Essa iniciativa não se deve apenas, no caso da África, aos laços históricos e culturais que nos une. Ela leva em conta as enormes potencialidades desse continente, com os seus 800 milhões de habitantes e seu rico território. A África, sem sombra de dúvida, tem um futuro extraordinário.



China, Ibas e Brics



- Também nos lançamos em novas frentes de cooperação na Ásia, em especial com a China, com a Índia, com a Coreia do Sul e com o Japão, centros de grande dinamismo tecnológico e econômico, com os quais pretendemos ampliar e diversificar oportunidades de negócios nos marcos de franca reciprocidade. A palavra será e é sempre: reciprocidade. Acabo de regressar de Pequim, onde tive a oportunidade de transmitir uma mensagem clara a nossos aliados estratégicos. Queremos aumentar o nosso comércio, mas também diversificá-lo. Não temos por que envergonharmo-nos de nossa condição de grande exportador de commodities, mas, ao mesmo tempo, queremos expandir nossas exportações com valor agregado.



- O fórum Índia, Brasil, África do Sul, o Ibas, mostra que a democracia e a solidariedade são armas poderosas para superar a pobreza, e daremos a esse fórum a importância que ele merece. A recém concluída Cúpula dos BRICS, na China, reafirmou o objetivo dos grandes países emergentes por uma ordem internacional mais democrática e representativa do mundo do século XXI.



O ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, também discursou durante o evento em comemoração ao Dia do Diplomata, realizado na manhã desta quarta-feira (20) no Itamaraty. Na sequencia, ocorreu a cerimônia de formatura da turma 2009-2011 do Instituto Rio Branco, que teve como patrono e paraninfo, respectivamente, o embaixador Paulo Nogueira Batista e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.



Da Redação, com agências

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Bloco do Vermelho divulga música na internet

Após o confete e serpentina serem varridos da avenida e a vida do brasileiro estar retomando a realidade, o PCdoB de Rio Claro divulga a música que abalou a avenida do samba de Rio Claro.